A resposta de ontem Quem achou a imagem do santo na gruta de São Thomé? Foi João Antão, um homem escravizado fugido da fazenda do português João Francisco Junqueira, no século 18. Escondido na gruta, ele achou a imagem de São Tomé e voltou à fazenda com ela; o senhor o libertou e mandou erguer a capela no alto da serra, origem da matriz de pedra. |
Fora da cama, a viagem custa R$ 980 para o casal. A estrada leva R$ 570 dessa conta, e o ingresso e a comida ficam com os outros R$ 410.
Gasolina, R$ 470. São perto de 680 quilômetros ao todo: 290 de São Paulo a Engenheiro Passos pela Dutra, 26 de subida na BR-354 e 14 de terra dentro do parque, em cada sentido. Um carro alto faz em torno de 9 km por litro nesse trajeto, com o litro perto de R$ 6,30.
A média despenca na serra. A BR-354 tem curva fechada, rampa longa e asfalto estreito, dividido com caminhão de leite e ciclista de estrada, e o motor sobe quase todo o caminho em segunda marcha.
Pedágio, R$ 100. A Dutra cobra praças entre São Paulo e Resende nos dois sentidos, e o casal paga perto de R$ 50 em cada mão.
Ingresso, R$ 160. O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o órgão federal que administra o parque) cobra a entrada por pessoa e por dia. Para adulto brasileiro, a diária fica perto de R$ 40, e quem passa os dois dias lá dentro paga duas vezes.
A cancela do Posto Marcão abre de manhã e fecha a entrada no começo da tarde. Quem chega depois do horário volta para a Garganta e perde o dia, com o ingresso ainda por pagar.
Os degraus de rocha
A estrada do parque é de terra batida com laje de rocha exposta, valeta aberta pela chuva e trechos de pedra solta do tamanho de um punho. Em dia seco a poeira sobe, em dia de chuva o barro some com a marca dos pneus.
O carro baixo raspa o cárter (a peça de metal embaixo do motor que guarda o óleo) no primeiro degrau. Um furo ali derrama o óleo na estrada e deixa o carro parado a uma hora e meia do mecânico da cidade.
O carro alto resolve sem tração nas quatro rodas. SUV ou picape com vão livre (a distância entre o chão e a parte mais baixa da carroceria) acima de 20 centímetros sobe devagar, em primeira, desviando das lajes, e gasta perto de 40 minutos para vencer os 14 quilômetros.
Quem não tem carro alto deixa o próprio veículo em Itamonte, a cidade mineira ao pé da serra, e contrata o traslado de jipe dos guias locais, perto de R$ 300 para o casal na ida e na volta.
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No Itatiaia de cima, o asfalto acaba na Garganta, e o carro baixo para no primeiro degrau de pedra.
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Comida, R$ 250. Um almoço em Itamonte, um jantar, dois cafés e os lanches de trilha somam a conta dos dois dias. Dentro do parque nada se vende: pão, queijo, fruta, água e o fogareiro sobem na mala do carro.
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