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Sete Cidades em 2 dias, R$ 1.260 o casal
A entrada por pessoa, o carro no circuito de pedra, o guia por grupo e a diária em Piracuruca contra a do hotel fazenda
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Arenito do Parque Nacional de Sete Cidades
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A 4 graus ao sul do Equador e a 190 quilômetros de Teresina pela BR-343, o Parque Nacional de Sete Cidades aparece da estrada como uma fila de torres de arenito avermelhado acima do cerrado baixo. Do alto do mirante da Segunda Cidade, a vista alcança cascos de pedra, chapadas e a mancha verde do babaçu até o horizonte.
O parque fica nos municípios de Piracuruca e Brasileira, no norte do Piauí, e foi criado por decreto federal em 1961. A gestão é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio (órgão federal que cuida das unidades de conservação), que controla a portaria e o circuito de visita.
O nome vem de sete conjuntos de rochas espalhados por perto de 6 mil hectares. Cada conjunto ganhou o título de cidade porque, de longe, as pedras lembram muralhas, torres e ruas em ruínas.
A erosão de vento e chuva esculpiu figuras que os guias apresentam pelo apelido: a Pedra do Elefante, o Arco do Triunfo, a Biblioteca, a Cabeça de Dom Pedro I e o Mapa do Brasil, uma rocha cujo contorno lembra o desenho do país.
Nas paredes da Sexta Cidade, pinturas rupestres (desenhos feitos na rocha por povos antigos) em vermelho e amarelo mostram mãos, círculos e figuras de bicho. A autoria e a idade exata seguem sem resposta fechada, porque as tintas minerais não guardam material orgânico fácil de datar, e o parque apresenta as pinturas sem cravar data.
O circuito interno soma perto de 12 quilômetros de estrada de terra entre a portaria e as sete cidades. Não há ônibus da administração rodando por dentro: o visitante entra com carro próprio, bicicleta alugada ou moto, e o condutor credenciado (guia local com cadastro no parque) vai junto.
O calor manda no horário. De setembro a dezembro, a tarde passa de 35 graus no Piauí, e o passeio rende mais entre 7h e 11h, com a volta à rocha às 16h para ver o arenito ganhar cor.
A conta a seguir cobre dois dias e uma noite de um casal que sai de Teresina de carro num sábado às 5h, entra no parque com guia, dorme na região e volta no domingo à noite. Valores consultados em 04/10/2026, para viagem em novembro de 2026.
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I A Conta da Viagem
A portaria cobra por cabeça
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Dois dias em Sete Cidades custam R$ 1.260 para um casal que sai de Teresina de carro, com a entrada nos dois dias, o guia por grupo, uma noite em Piracuruca e a comida. O que mais pesa é o guia; o que mais economiza é a cidade onde o casal dorme.
Entrada, R$ 160. A portaria cobra perto de R$ 40 por pessoa a cada dia de visita, e o bilhete não vale para o dia seguinte. O casal que volta no domingo para as cidades que ficaram de fora paga a entrada outra vez.
Criança pequena e morador da região costumam ter desconto, e a tabela muda conforme o contrato de visitação do parque. Por segurança, o casal confere o valor no balcão antes de entrar com o carro.
Guia, R$ 360. O condutor cobra perto de R$ 180 por grupo a cada dia, para até seis pessoas. O preço é o mesmo para um casal sozinho ou para três casais, e é aí que a conta muda de tamanho.
Dois casais que se juntam na portaria dividem o guia e pagam R$ 90 cada um por dia. Em feriado e fim de semana de novembro, a fila da manhã quase sempre tem outro grupo pequeno disposto a dividir.
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O guia cobra por grupo, não por pessoa: dividir o condutor com outro casal corta R$ 180 da conta dos dois dias.
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O carro que roda o circuito
Combustível, R$ 260. De Teresina à portaria são 190 quilômetros por asfalto, perto de 2h30 de estrada. Ida, volta, o trecho até Piracuruca e os 12 quilômetros do circuito duas vezes somam perto de 450 quilômetros, ou R$ 260 de gasolina num carro popular.
O guia entra no carro do casal e indica as paradas. Cada cidade tem um estacionamento de terra e uma trilha curta a pé, de 300 metros a 1 quilômetro, até as formações e os mirantes.
A estrada de terra do circuito aceita carro baixo na seca. Nos meses de chuva, de janeiro a abril, há trechos de areia mole e poças fundas, e o guia pode cortar parte do roteiro.
Quem chega sem carro aluga bicicleta perto da portaria, por perto de R$ 50 a diária. A conta cai, mas pedalar 12 quilômetros de areia sob 35 graus consome a manhã inteira e deixa a Sétima Cidade para outro dia.
Comida, R$ 320. O casal gasta perto de R$ 160 por dia. O almoço na região é a panelada (cozido de vísceras de boi com farinha) ou a carne de sol com paçoca de pilão, que sai por perto de R$ 70 para dois nos restaurantes de Piracuruca.
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II O Item Esquecido
O galão de água no porta-malas
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O item que falta no carro de quem roda o circuito é o galão de água. Dentro do parque não há loja nem quiosque entre as cidades, e a única água à venda fica na portaria e no centro de visitantes.
O passeio do primeiro dia dura perto de quatro horas, com descidas a pé até a Piscina dos Milagres, um poço natural entre rochas, e a subida ao mirante da Segunda Cidade. Sob o sol do Piauí, cada pessoa bebe perto de um litro por hora de caminhada.
A garrafa de meio litro na portaria custa perto de R$ 6. Para os dois dias, o casal precisaria de perto de 16 garrafas, ou R$ 96 só em água pequena.
A água comprada em Teresina
Água, R$ 24. Um galão de 5 litros sai por perto de R$ 12 em qualquer supermercado de Teresina. Dois galões no porta-malas cobrem os dois dias e deixam a garrafa individual só para encher no carro.
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Dois galões de 5 litros comprados em Teresina custam R$ 24 e trocam as 16 garrafinhas de R$ 96 da portaria.
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O galão fica na sombra do porta-malas, e o guia indica onde estacionar perto de cada trilha. Entre uma cidade e outra, o casal volta ao carro, enche a garrafa e segue.
Completam a lista três itens que a região vende caro ou não vende: chapéu de aba larga, protetor solar e tênis com sola grossa, porque o arenito esquenta e a areia entra no calçado aberto.
O dinheiro vivo também conta. O guia recebe em espécie ou por Pix, mas o sinal de celular some em boa parte do circuito, e acertar o guia na volta à portaria evita a conversa no meio da trilha.
A água entra na conta da viagem: os R$ 24 dos galões já estão somados aos R$ 320 de comida da seção anterior, que reservam perto de R$ 12 por dia para bebida.
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