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Dois dias em Cachoeira e São Félix custam R$ 905 para um casal, com o ônibus de ida e volta, uma noite no casario, a comida, os charutos e o licor. A cama pesa menos que na capital, e a ponte, o passeio mais bonito da viagem, não cobra nada.
Ônibus, R$ 180. A viação Santana sai da Rodoviária de Salvador, no bairro do Iguatemi, várias vezes ao dia, e a passagem custa perto de R$ 45 por pessoa em cada trecho. O casal paga R$ 90 na ida e R$ 90 na volta.
O trajeto leva perto de 2h30 e corta canaviais, pastos e roças de fumo do Recôncavo. O ônibus para em cidades pequenas pelo caminho, e o assento da janela esquerda pega a vista do vale quando a estrada desce para o Paraguaçu.
O ponto final é a rodoviária de Cachoeira, a perto de 800 metros da beira-rio. Dali o casal segue a pé com a mochila, pela rua de pedra, até a pousada, sem gastar com táxi.
A volta de domingo pede horário marcado. Os últimos ônibus para Salvador saem no começo da noite e lotam no fim de semana, e a passagem comprada junto com a ida garante o assento.
Carro alugado só faz sentido para quem quer esticar até Santo Amaro ou Maragogipe. Para ficar entre as duas cidades, ele vira despesa: o centro tem ruas estreitas, vagas raras e a ponte com faixa única.
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O ônibus de R$ 45 por pessoa leva o casal da capital ao Paraguaçu sem pedágio, sem estacionamento e sem volante.
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A comida da beira do rio
Comida, R$ 360. O casal gasta perto de R$ 180 por dia. O prato da região é a maniçoba (cozido da folha da mandioca moída com carne de porco e charque), que sai por perto de R$ 60 para dois.
A folha da mandioca-brava tem ácido cianídrico, substância tóxica que só some com fervura longa. Por esse cuidado, a maniçoba cozinha perto de sete dias antes de ir à mesa, e o restaurante que serve o prato prepara a panela na semana anterior.
A moqueca de peixe, servida nas mesas da Rua Ana Néri com vista para a ponte, fica perto de R$ 110 para o casal. O acarajé (bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê) da praça custa perto de R$ 12 a unidade.
Licor, R$ 35. As lojas do centro vendem licor caseiro de frutas do Recôncavo. O de jenipapo (fruto escuro, de sabor forte e azedo) é o mais pedido, e a garrafa de 500 mililitros sai por perto de R$ 35.
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