|
|
|
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
|
|
| {{subiu_orn | }} |
{{subiu_num | }} |
{{subiu_orn | }} |
{{subiu_caps | }}
{{subiu_linha | }}
|
|
Anavilhanas em 3 dias, R$ 1.040 por pessoa
A estrada de 180 km desde Manaus, a pousada no rio Negro, o barco pelo arquipélago e o almoço no flutuante dos botos
|
Ilhas de Anavilhanas vistas da voadeira
|
| ▼ |
| |
|
A 180 quilômetros de Manaus, na margem direita do rio Negro, a cidade de Novo Airão olha para uma água cor de chá preto e, do trapiche do porto, vê uma fileira de ilhas que não acaba. São as Anavilhanas, um arquipélago de rio com mais de 400 ilhas, segundo o ICMBio, o órgão federal que administra o parque nacional desde 2008.
As ilhas nascem da areia que o próprio rio carrega e deposita. Na cheia, entre maio e julho, a água sobe perto de dez metros e cobre a base das árvores; na vazante, que começa em setembro, as mesmas ilhas mostram praias de areia branca que somem de novo em janeiro.
Outubro cai no meio da vazante. O barco passa por canais mais estreitos, as praias ficam à mostra e o igapó (a floresta que passa meses com o pé dentro do rio) deixa ver as marcas da cheia no tronco, como a marca de altura das crianças na parede da cozinha.
A água escura tem explicação. O rio Negro nasce em terreno de areia e arrasta folhas decompostas, que tingem a água e a deixam ácida. A acidez ajuda o viajante: a larva do pernilongo cresce mal nela, e as noites na beira do rio têm menos mosquito que no rio Solimões, de água barrenta.
Novo Airão tem perto de 20 mil moradores, uma orla com pousadas pequenas e um flutuante (restaurante montado sobre boias, que sobe e desce com o rio) onde os botos-vermelhos (golfinho de água doce, cor-de-rosa quando adulto) chegam perto da escada para comer peixe da mão do tratador.
A viagem começa na rodoviária de Manaus, cruza a Ponte Rio Negro e segue por estrada asfaltada até a cidade. Quem sai cedo almoça em Novo Airão.
A conta a seguir cobre três dias para um casal que parte de Manaus, com ônibus na ida e na volta, duas noites de pousada, o passeio de barco pelo arquipélago e o almoço no flutuante dos botos. Duas opções de cama entram na comparação: a pousada na beira do rio e a pousada do centro. Valores consultados em 28/09/2026, para datas de outubro.
Continue lendo ↓
|
|
|
|
I A Conta da Viagem
A ponte, a estrada e o barco das ilhas
|
|
Três dias em Novo Airão custam R$ 1.040 por pessoa para um casal que dorme na beira do rio Negro e R$ 860 para quem fica no centro da cidade. A diferença sai só da diária; as outras linhas são iguais.
Ônibus, R$ 120. A linha de Manaus a Novo Airão sai da rodoviária de manhã cedo e leva perto de quatro horas. A passagem custa perto de R$ 60 por trecho, R$ 120 ida e volta por pessoa.
O caminho cruza a Ponte Rio Negro, segue pela AM-070 até Manacapuru e vira na AM-352, que corta a mata até a cidade. O asfalto é bom na maior parte, com trechos de buraco depois da chuva e poucos postos no meio.
De carro alugado, a diária de um modelo simples sai perto de R$ 150, e os 360 quilômetros de ida e volta gastam perto de R$ 180 de gasolina. Três diárias e combustível somam R$ 630 por carro, R$ 315 por pessoa: o carro custa mais que o dobro do ônibus e só compensa para quem quer parar em Manacapuru.
Passeio pelas Anavilhanas, R$ 180. A voadeira (barco de alumínio com motor de popa) compartilhada sai do porto de Novo Airão pela manhã e roda perto de cinco horas entre as ilhas.
O roteiro entra nos canais do igapó, para numa praia de vazante para banho de rio e visita uma comunidade ribeirinha. O guia desliga o motor nos canais estreitos, e o barco segue no silêncio da mata.
Flutuante dos botos, R$ 40. A entrada do flutuante paga a visita de meia hora na plataforma de madeira. O tratador segura o peixe, e os botos sobem até a borda; o visitante olha de perto, sem tocar nem alimentar.
Almoço no flutuante, R$ 70. Tambaqui (peixe grande de rio, de carne gorda) assado na brasa, com farinha, arroz e vinagrete, por pessoa.
Outras refeições, R$ 250. Três dias de café na padaria, almoço de peixe e janta na orla, fora o almoço do flutuante.
|
Ônibus, barco, flutuante e comida somam R$ 660 por pessoa, iguais para as duas camas. Os R$ 180 de diferença vêm só da diária.
|
A volta pede relógio. O último ônibus para Manaus sai de Novo Airão no começo da tarde; quem perde o horário dorme mais uma noite ou fecha um táxi compartilhado, que cobra perto de R$ 120 por lugar.
|
|
|
|
|
II O Item Esquecido
A sandália que não solta no igapó
|
|
O item que falta na mala é a sandália de tira presa no calcanhar, a de trilha, que entra na água e não sai do pé. Ela custa perto de R$ 90 em loja de esporte.
O barco das Anavilhanas encosta em praia de vazante sem cais. O passageiro desce pela proa (a ponta da frente do barco) com água na canela e areia fofa no fundo, e o chinelo comum fica enterrado no primeiro passo.
No igapó, o fundo muda. Há galho submerso, raiz e folha podre, e a sandália de sola grossa protege a planta do pé onde o chinelo escorrega e o tênis encharca pelo resto do dia.
A mesma sandália serve no flutuante dos botos. A plataforma de madeira fica molhada o tempo todo, e o tratador pede calçado que prenda no pé antes de liberar a escada.
O poncho de chuva
O segundo esquecido é o poncho de plástico fino, que cabe no bolso. Outubro tem céu firme na maior parte do tempo, mas a pancada de chuva amazônica chega sem aviso e dura vinte minutos.
A voadeira não tem cobertura inteira, e no meio do rio não há onde parar. O poncho de R$ 30 cobre o corpo e a mochila, e seca em cinco minutos quando o sol volta.
|
A sandália de tira segura o pé na praia e no igapó, e o poncho segura a chuva no barco aberto: R$ 120 que salvam o dia de rio.
|
O terceiro item é o dinheiro em espécie. O sinal de celular some depois da primeira curva do arquipélago, e a comunidade ribeirinha do passeio vende artesanato de sementes e fibra de tucum (palmeira de fibra resistente) só em nota. Levar R$ 100 em notas pequenas resolve.
Protetor solar e repelente entram na mala de sempre. O repelente pesa pouco no rio Negro, pela água ácida, mas vale no fim da tarde dentro do igapó, onde o ar para.
Sandália e poncho somam R$ 120 e ficam fora da conta da seção I, porque servem em outras viagens. As notas pagam linhas que a conta já tem, e o artesanato entra como compra de quem quiser.
|
| |
|