|
|
| {{subiu_orn | }} |
{{subiu_num | }} |
{{subiu_orn | }} |
{{subiu_caps | }}
{{subiu_linha | }}
|
|
Brasília em 2 dias, R$ 1.850 o casal
A Catedral e o Itamaraty de graça, o carro que a distância exige, a diária no Setor Hoteleiro Sul e o estacionamento na Esplanada
|
A Catedral de Niemeyer, em Brasília
|
| ▼ |
| |
|
A 1.172 metros de altitude, no Planalto Central, a Esplanada dos Ministérios corre quase 5 quilômetros em linha reta, da Rodoviária até a Praça dos Três Poderes. Do alto da Torre de TV, no meio do Eixo Monumental, a cúpula do Congresso parece uma tigela pousada no gramado.
A cidade nasceu de um concurso. Em 1957, o urbanista Lúcio Costa venceu a disputa pelo plano da nova capital com um desenho de duas linhas cruzadas, o Plano Piloto, e o arquiteto Oscar Niemeyer assinou os prédios públicos que saíram do papel até a inauguração, em 21 de abril de 1960.
O desenho foi feito para o automóvel. As quadras residenciais ficam nas asas, os ministérios no eixo, os hotéis num setor próprio e as igrejas espalhadas entre eles, sempre separados por gramados largos e vias de quatro faixas sem semáforo.
A pé, a conta não fecha. Da Catedral ao Palácio do Planalto são perto de 2 quilômetros de calçada exposta ao sol, e da Esplanada à Igrejinha da Quadra 307 Sul, outros 5 quilômetros.
Outubro é o fim da seca. A umidade do ar ainda cai abaixo de 20% em muitas tardes, o céu fica limpo e o concreto branco dos palácios brilha até doer o olho; as primeiras chuvas chegam no fim do mês.
O lado bom do roteiro é a entrada. A Catedral, o Museu Nacional, o Panteão da Pátria, o Congresso e o Palácio do Itamaraty abrem ao visitante sem cobrar ingresso, e a Igrejinha de Fátima recebe quem chega no horário das missas.
A conta a seguir cobre dois dias de um casal que chega de avião na sexta à noite e volta no domingo à tarde, com carro alugado no aeroporto, duas noites no Setor Hoteleiro Sul, gasolina, estacionamento e refeições. A passagem aérea fica de fora, porque muda com a cidade de origem. Valores consultados em 30/09/2026, para um fim de semana de outubro sem feriado.
Continue lendo ↓
|
|
|
|
I A Conta da Viagem
Um roteiro de graça que cobra o transporte
|
|
Dois dias em Brasília custam R$ 1.850 para um casal, sem a passagem aérea, com seis obras de Oscar Niemeyer visitadas sem pagar ingresso. O dinheiro vai para o carro, a cama e a comida.
Carro alugado, R$ 340. Um compacto retirado no Aeroporto de Brasília na sexta à noite e devolvido no domingo à tarde sai por perto de R$ 170 a diária, com a proteção básica do carro incluída. São duas diárias.
O aeroporto fica a perto de 12 quilômetros do Setor Hoteleiro Sul. O carro alugado na chegada já resolve a ida ao hotel, que de táxi ou aplicativo custaria perto de R$ 50 só no trajeto.
Gasolina, R$ 90. O roteiro dos dois dias soma perto de 120 quilômetros, com o vai e vem entre a Esplanada, a Asa Sul, a Ponte JK e o aeroporto. Um compacto faz perto de 9 km/l no trânsito de eixo, o que dá 14 litros a R$ 6,40.
Estacionamento, R$ 60. Os bolsões perto da Catedral e do Museu Nacional cobram estacionamento rotativo pago pelo celular, e o shopping e o Pontão do Lago Sul cobram o resto à noite. Somados, os dois dias passam perto de R$ 60.
Os seis prédios sem ingresso
Ingressos, R$ 0. No sábado de manhã, a Catedral Metropolitana abre às 8h. Os 16 pilares curvos de concreto sustentam o vidro do teto, e os anjos pendurados no alto são do escultor Alfredo Ceschiatti.
Dali, o Museu Nacional da República, a cúpula branca de Niemeyer no começo da Esplanada, fica a cinco minutos a pé. As exposições trocam ao longo do ano, e a entrada é livre.
O Congresso Nacional faz visita guiada gratuita aos sábados e domingos, com saída a cada hora. A visita leva perto de 50 minutos e passa pelo Salão Verde e pelos plenários da Câmara e do Senado.
O Palácio do Itamaraty, a sede do Ministério das Relações Exteriores, recebe grupos guiados sem cobrar nada. A escada em espiral sem corrimão do salão principal é a peça mais fotografada do prédio.
|
O roteiro inteiro de Niemeyer custa zero em ingresso; o que pesa é o carro que leva de um prédio a outro.
|
O Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, fecha a manhã de sábado. No domingo, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na Quadra 307 Sul, abre para a missa da manhã com os azulejos de pombas e estrelas de Athos Bulcão na fachada.
Uma obra de Niemeyer fica fora da lista gratuita: o Memorial JK, no fim do Eixo Monumental, cobra ingresso para ver o túmulo de Juscelino Kubitschek, o presidente que mandou construir a cidade. Quem quer passar por lá soma a entrada à conta, à parte dos seis prédios.
|
|
|
|
|
II O Item Esquecido
A calça comprida e o protetor labial
|
|
O item que falta na mala é a calça comprida, ou a bermuda até o joelho, porque o Congresso barra a visita de quem chega de short, regata ou chinelo. O Itamaraty segue a mesma linha.
Quem sai do hotel vestido para o calor de 32 graus da tarde de outubro descobre a regra na portaria. A visita guiada tem horário marcado, e voltar ao Setor Hoteleiro Sul para trocar de roupa custa uma hora de roteiro.
O documento com foto é o segundo item. As duas casas pedem identidade na entrada, e a fila de controle passa pelo detector de metais, como num aeroporto.
O ar seco do Planalto
O terceiro item é o protetor labial. Em outubro, o ar de Brasília seca a ponto de a boca rachar na primeira tarde de Esplanada, e o nariz sangra em quem chega do litoral.
A garrafa de água reutilizável resolve a outra metade. A Esplanada tem poucos pontos de venda entre um prédio e outro, e a caminhada de 2 quilômetros ao sol pede um litro por pessoa.
|
Calça, documento, protetor labial e garrafa d'água cabem numa mochila pequena e evitam a portaria que barra e a tarde de boca seca.
|
O soro fisiológico em spray, vendido por perto de R$ 15 nas farmácias da Asa Sul, alivia o nariz à noite. O umidificador do quarto, quando o hotel tem, ajuda a dormir.
Uma toalha molhada pendurada no quarto faz o papel do umidificador quando o hotel não oferece o aparelho. O truque é velho entre os moradores do Plano Piloto e custa só a toalha do próprio banheiro.
Os óculos escuros fecham a mochila. O concreto branco da Praça dos Três Poderes reflete o sol do meio-dia, e as fotos boas dos palácios saem de manhã cedo ou depois das 16h, com a luz baixa.
Protetor labial, soro e garrafa somam perto de R$ 50 e ficam fora da conta da seção I, porque servem em qualquer viagem. A calça comprida não custa nada e decide se o casal entra no Congresso.
|
| |
|