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Olímpia em 3 dias com criança, R$ 3.695 a família
Os 440 km desde São Paulo, o pedágio da Washington Luís, o ingresso do Thermas por dia e o hotel com café contra o sem café
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O Thermas dos Laranjais, em Olímpia
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A 440 quilômetros de São Paulo, no noroeste paulista, Olímpia aparece no fim da Rodovia Washington Luís como uma linha de toboáguas coloridos acima dos canaviais. Da estrada, antes de ver a cidade, o motorista vê as torres do Thermas dos Laranjais, o parque aquático que mudou o destino do município.
Até os anos 1980, Olímpia vivia de laranja e de cana. A virada começou num poço perfurado atrás de petróleo, que devolveu água quente do Aquífero Guarani (o grande reservatório de água subterrânea sob o Centro-Sul do continente). Onde se esperava óleo, saiu piscina.
O clube municipal aproveitou a água morna e abriu as primeiras piscinas termais para a cidade. O clube cresceu, ganhou toboáguas, rio lento e piscina de ondas, e virou o Thermas dos Laranjais, hoje o parque que dá nome a Olímpia no mapa do turismo paulista.
Em volta do parque nasceu uma cidade de hotéis. A avenida que leva ao Thermas tem resorts com parque próprio, pousadas simples, apartamentos de temporada e restaurantes de rodízio abertos até tarde para a família que sai da piscina com fome.
O calendário pesa. Julho, feriados prolongados e o fim do ano lotam o parque e dobram a diária dos hotéis; um fim de semana comum de outubro, fora de feriado, tem fila curta nos toboáguas e quarto sobrando na avenida.
A criança muda a conta inteira. O ingresso dela custa menos do que o do adulto, mas custa; o café da manhã dela entra ou não na diária; e o dia de piscina dura das 9h às 18h, com almoço, lanche e sorvete dentro do parque.
A conta a seguir cobre três dias de um casal com uma filha de 8 anos, saindo de São Paulo de carro próprio, com dois dias de parque, duas noites de hotel, gasolina, pedágio e refeições. Duas camas entram na comparação: o hotel com café incluso e o que cobra o café à parte. Valores consultados em 29/09/2026, para um fim de semana de outubro sem feriado.
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I A Conta da Viagem
Dois dias de piscina na conta da família
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Três dias em Olímpia custam R$ 3.695 para um casal com uma criança de 8 anos que dorme num hotel com café incluso, e R$ 3.795 no hotel que cobra o café à parte. O hotel de diária menor sai mais caro; a seção III mostra por quê.
Gasolina, R$ 485. De São Paulo a Olímpia são perto de 440 quilômetros pela Bandeirantes, pela Anhanguera e pela Washington Luís, 880 na ida e volta. Com as idas do hotel ao parque e ao centro, o carro roda perto de 920 quilômetros.
A estrada é plana e duplicada quase inteira. Um carro médio carregado de mala e boia faz perto de 12 km/l no trecho, o que dá 77 litros. Com a gasolina a R$ 6,30, a conta fecha em R$ 485 por carro.
Pedágio, R$ 190. São perto de R$ 95 em praças por sentido, somadas as da Bandeirantes, da Anhanguera e da Washington Luís (a SP-310, que liga Limeira a São José do Rio Preto). A tag de pedágio automático no para-brisa evita a fila das cabines na volta de domingo.
A Washington Luís tem trechos longos de pista simples em obras e caminhão de cana nas marginais. Parar em Araraquara, na metade do caminho, quebra as seis horas de viagem e dá à criança meia hora fora da cadeirinha.
Ingresso do Thermas, R$ 1.120. O adulto paga perto de R$ 200 por dia, e a criança de 8 anos perto de R$ 160. A família gasta R$ 560 por dia de parque, R$ 1.120 nos dois dias.
O ingresso comprado no site com antecedência sai mais barato do que o da bilheteria. Em fim de semana cheio, a bilheteria forma fila antes da abertura, e quem já tem o código no celular entra direto pela catraca.
A comida dentro e fora do parque
Refeições, R$ 600. Dois almoços dentro do parque, dois jantares na avenida dos hotéis e os lanches da estrada. O almoço dentro do Thermas custa perto de R$ 60 por adulto, e o rodízio da noite, perto de R$ 80, com criança pagando meia na maioria das casas.
O parque não permite entrar com comida pronta nem bebida em garrafa de vidro. A água em garrafa plástica passa na revista, e o sorvete da tarde entra na conta de R$ 600.
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Gasolina, pedágio, ingresso e comida somam R$ 2.395 para a família, iguais nas duas camas. A diferença entre os dois totais nasce só no hotel.
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A volta pede horário. No domingo depois das 16h, a Bandeirantes enche no sentido da capital a partir de Campinas; quem sai de Olímpia antes das 13h chega a São Paulo no começo da noite, sem a fila das praças.
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II O Item Esquecido
O armário alugado e o pé queimado no piso
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O item que falta na mala é a sapatilha aquática (calçado de neoprene, o tecido emborrachado de roupa de mergulho, que se usa dentro da água), vendida por perto de R$ 50 em loja de esporte. Quem pensa em maiô e protetor esquece o chão.
Às 14h de um dia de sol, o piso de concreto entre uma piscina e outra esquenta a ponto de a criança atravessar pulando. O chinelo resolve no caminho, mas fica na borda e some na hora de subir no toboágua, que proíbe calçado solto.
A sapatilha entra na água, segura no degrau molhado e protege a sola na fila das escadas, que chega a vinte minutos em dia cheio. Para a criança de 8 anos, que sobe e desce o dia inteiro, faz diferença às 17h.
O armário e o celular
O segundo esquecido é o cadeado, ou o dinheiro do armário. O Thermas aluga armário por dia, perto de R$ 40 o pequeno, e quem chega sem planejar paga na hora e fica com o maior, mais caro.
A bolsa estanque (saquinho plástico que fecha à prova de água e pendura no pescoço) custa perto de R$ 30 e leva o celular, o cartão e a chave do carro para dentro da piscina. Com ela, a família divide um armário só para as roupas.
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A sapatilha salva o pé no concreto quente e a bolsa estanque salva o celular na piscina de ondas: R$ 80 que evitam o armário grande e o chinelo perdido.
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O terceiro item é a pulseira de identificação para a criança, com o nome e o telefone dos pais escritos à mão. Em dia cheio, o parque tem milhares de pessoas de maiô parecido, e o balcão de crianças perdidas usa o número da pulseira para ligar.
Protetor solar resistente à água fecha a mala. A água morna engana, e a família passa horas no rio lento sem sentir o sol; o frasco comprado dentro do parque custa perto do dobro do da farmácia de São Paulo.
Sapatilha e bolsa estanque somam R$ 80 e ficam fora da conta da seção I, porque servem em outras viagens de praia. A pulseira custa um papel e uma caneta e decide quanto tempo a criança fica longe dos pais.
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