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Foz do Iguaçu, 3 dias, R$ 2.675 por pessoa
O voo desde São Paulo, hotel, comida, o ingresso brasileiro em real, o argentino em peso com IOF e o traslado até a ponte, somados linha por linha
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Os dois ingressos ao lado da coluna de números
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Foz do Iguaçu tem 275 quedas d'água espalhadas por cerca de 2,7 quilômetros de frente de rio. A fronteira entre Brasil e Argentina passa no meio delas.
A divisão não é meio a meio. Perto de 80% das quedas ficam do lado argentino, e a vista de frente, a que aparece no cartão-postal, fica do lado brasileiro.
São dois parques nacionais, não um. O do lado brasileiro nasceu em 1939, o argentino em 1934, e cada um tem administração própria, horário próprio e bilheteria própria.
Duas bilheterias, duas moedas. Uma cobra em real, com o preço fixo na tela. A outra cobra em peso argentino, e o número que aparece na fatura depende do câmbio do dia e das taxas que entram depois da compra.
Nenhum dos dois ingressos vale no outro lado. Quem quer ver as duas margens compra duas entradas, e o cartão registra as compras em dois países diferentes.
Entre as duas passa uma ponte. A Ponte Tancredo Neves tem 480 metros sobre o rio Iguaçu, ligou as duas cidades em 1985 e é o único caminho rodoviário entre os dois parques. O traslado até ela tem preço e tem hora.
A cidade ainda cobra por um terceiro passeio. A usina de Itaipu fica do outro lado de Foz, no rio Paraná, tem entrada própria, e quase todo roteiro de três dias acaba encaixando ela em alguma manhã.
O acesso é a parte fácil. O aeroporto fica na mesma avenida do portão do parque brasileiro, a 12 quilômetros dele, e a linha 120 do ônibus urbano cobre o trajeto inteiro. Chegar custa pouco, entrar é que cobra.
A conta que vem abaixo é de três dias e duas noites, para uma pessoa em quarto duplo, saindo de São Paulo de avião, com voo, dormida, comida, ingressos, passeio e transporte separados um do outro. Preço consultado em 15/08/2026.
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I A Conta da Viagem
Dois parques cabem em R$ 892 por dia
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Seis linhas fecham os três dias. Quatro você resolve antes de embarcar, e as duas que sobram só cobram depois que a fronteira entra no roteiro.
Três dias em Foz do Iguaçu fecham em R$ 2.675 por pessoa, ou R$ 892 por dia. A conta é de uma pessoa em quarto duplo, saindo de São Paulo de avião, com duas noites na Avenida das Cataratas, os dois ingressos, a visita panorâmica de Itaipu e o transporte.
Voo, R$ 910. Ida e volta entre São Paulo e Foz do Iguaçu, os cerca de 1.000 quilômetros vencidos em 1h45. Foz também tem voo direto de Curitiba, Rio, Brasília e Porto Alegre.
Dormida, R$ 620. Duas noites em hotel de categoria intermediária na Avenida das Cataratas, com diária de casal em torno de R$ 620 e café da manhã incluso. Dividida por duas pessoas, a noite sai a R$ 310.
Comida, R$ 440. Três dias a cerca de R$ 147, com almoço de R$ 89 num restaurante da avenida e jantar de R$ 58 numa cantina do centro. O café da manhã já vem na diária.
Parques, R$ 370. O ingresso do lado brasileiro custou R$ 118 e o do lado argentino chegou à fatura por R$ 252, convertido de 55.000 pesos. São duas compras, em dois países, e a próxima seção abre cada uma.
Passeio, R$ 105. A visita panorâmica de Itaipu, do outro lado da cidade, no rio Paraná. O Marco das Três Fronteiras cobra entrada à parte e ficou fora desta conta.
Roda, R$ 230. Táxi do aeroporto ao hotel, ida e volta, R$ 88. Transfer até a portaria do parque argentino, ida e volta, R$ 120. E quatro trechos de ônibus urbano a R$ 5,50, R$ 22.
Ficaram de fora o Macuco Safari, de R$ 480, o Parque das Aves, de R$ 125, e o Circuito Especial de Itaipu. A conta cobre o trajeto mínimo entre o hotel, as duas portarias e a mesa.
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Os dois ingressos somaram R$ 370 por pessoa, e o voo que trouxe o visitante desde São Paulo custou R$ 910. Ver a mesma cachoeira das duas margens custou 41% do que custou chegar até ela.
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Em proporção arredondada: voo 34% do total, dormida 23%, comida 16%, parques 14%, transporte 9% e passeio 4%. As duas linhas que você fecha antes de sair de casa, voo e hotel, valem 57% da viagem.
Três variáveis mexem no total com força. A temporada, porque janeiro e julho quase dobram a diária. O câmbio, porque uma das entradas é cobrada em peso. E o bairro do hotel, que mexe na diária e na estrada.
O total muda com as três, e o formato resiste. Em três dias com base em Foz, a parte da conta que troca de moeda continua sendo a que nenhuma tela de reserva mostra em real.
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II O Item Esquecido
R$ 118 no papel, R$ 595 na fatura
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Quem orça a viagem escreve uma linha só para as cataratas, R$ 118, e paga R$ 595 pelo mesmo programa. O ingresso do lado brasileiro é o número fácil de achar. Os outros três chegam depois, em outro guichê e em outro dia.
A primeira é a que todo mundo encontra. O Parque Nacional do Iguaçu cobra R$ 118 do visitante brasileiro adulto, com o ônibus de dois andares até a trilha incluído, e o bilhete vale por um dia.
A segunda cobra em peso. O ingresso do Parque Nacional Iguazú, do outro lado da ponte, custou 55.000 pesos para o visitante estrangeiro no dia da consulta.
Na cotação da tela, R$ 1 comprava 235 pesos, e a conta dava R$ 234,04.
A fatura veio outra. O cartão fechou a 226 pesos por real, 3,8% abaixo da cotação de tela, e a linha subiu para R$ 243,36. Depois entrou o IOF de 3,38% da compra internacional, mais R$ 8,23, e o ingresso fechou em R$ 251,59.
R$ 17,55 a mais que o número da tela, 7,5% em cima de uma linha só, e a mesma diferença se repete em cada compra do outro lado da ponte.
Pagar em espécie não apaga a diferença, só troca o balcão. O guichê aceita peso em papel, e a casa de câmbio de Foz cobrava um spread entre 5% e 8%, sem IOF por cima.
As quedas foram descritas muito antes de existir fronteira, cabine de imigração ou bilheteria.
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"O rio dá um salto por umas penhas abaixo muito altas, e a água bate embaixo com tão grande golpe que de muito longe se ouve."
Álvar Núñez Cabeza de Vaca, Comentários, 1555
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A terceira cobrança é o chão entre os dois parques. O transfer compartilhado do hotel até a portaria do lado argentino, ida e volta, custou R$ 120 por pessoa, com parada nas duas cabines de imigração da ponte.
Dá para pagar menos e gastar mais tempo. O ônibus internacional cobra R$ 14 o trecho até o terminal de Puerto Iguazú, e a linha local até a portaria cobra 9.000 pesos ida e volta, cerca de R$ 40. Somam R$ 68 contra R$ 120, e cobram uma hora e meia por dia.
A quarta entra sozinha no roteiro. A visita panorâmica de Itaipu custa R$ 105, fica do outro lado da cidade e come uma manhã inteira.
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R$ 118 orçados, R$ 595 pagos. O programa que o leitor anota como uma linha só custou cinco vezes o número do caderno, e três dos quatro pedaços nunca aparecem na mesma tela.
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Duas decisões fecham essa linha antes do embarque. Você vai pagar o lado argentino no cartão ou em espécie? E Itaipu entra no roteiro de três dias ou fica de fora?
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