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Torres em 3 dias, R$ 1.510 fora de janeiro

A diária de março contra a de janeiro, a entrada do Parque da Guarita e a vaga paga da orla

Morros de basalto do Parque da Guarita entrando no mar, em Torres, Rio Grande do Sul.

Morros da Guarita, em Torres (RS)

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A 197 quilômetros de Porto Alegre, na foz do Rio Mampituba, divisa com Santa Catarina, Torres guarda o único trecho da costa gaúcha onde a rocha encontra o mar. Do alto do Morro do Farol, a areia reta segue para o sul até sumir na névoa.

O resto do litoral do estado é uma faixa de areia sem curva, de Torres ao Chuí. Aqui, três morros de basalto (rocha vulcânica escura, a mesma da Serra Geral) cortam a praia e formam paredões, grutas e pequenas enseadas.

Perto da costa fica a Ilha dos Lobos, a única ilha marítima do Rio Grande do Sul, protegida como refúgio de vida silvestre. No inverno, lobos-marinhos e leões-marinhos vindos do sul descansam nas pedras dela.

Na foz, dois molhes (paredões de pedra construídos para fixar a saída do rio) avançam mar adentro. Do lado gaúcho fica a cidade; do outro lado da água, já em Santa Catarina, começa Passo de Torres, ligada a Torres por uma ponte sobre o Mampituba.

A cidade vive de dois calendários. Em janeiro e fevereiro, o veraneio enche a orla, os restaurantes fazem fila na calçada e a diária de hotel sobe. Em março, com a água do mar ainda quente, o movimento cai e o preço desce junto. A praia segue com salva-vidas nas guaritas e quiosques abertos, só com menos gente na areia.

A viagem cabe num carro. A Freeway (BR-290) e a BR-101 levam de Porto Alegre a Torres em perto de 2 horas e meia, com pista dupla o caminho todo. Dentro da cidade, praia, parque e centro ficam a poucos minutos uns dos outros.

Os números a seguir cobrem três dias e duas noites de um casal que sai de Porto Alegre na sexta de manhã e volta no domingo à tarde, em março, fora de feriado. Os preços de janeiro aparecem para comparar. Valores consultados em 15/10/2026.

O primeiro gasto aparece na Freeway, antes mesmo de ver o mar, na cancela do pedágio.

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I  A Conta da Viagem

A cancela, o parque e a trilha

Três dias em Torres custam R$ 1.510 para um casal em março. Estrada, parque e estacionamento somam R$ 430, e a comida e o hotel fecham o resto.

Combustível, R$ 270. Porto Alegre a Torres dá perto de 200 quilômetros por trecho, e as idas ao parque e aos mirantes somam mais 60. Um carro que faz 11 quilômetros por litro gasta perto de 42 litros, a perto de R$ 6,40 o litro.

Pedágio, R$ 40. A concessionária da Freeway e da BR-101 cobra em praças no caminho para o litoral norte. Ida e volta ficam perto desse valor para carro de passeio, pagos em cartão, dinheiro ou tag (etiqueta eletrônica de cobrança automática, colada no para-brisa).

A Freeway termina em Osório, e dali a BR-101 segue para o norte, entre as lagoas do litoral e as encostas da serra. Em dia de vento, a pista passa pelos parques eólicos de Osório, com as hélices girando na beira da estrada.

Parque da Guarita, R$ 30. O Parque Estadual José Lutzenberger, conhecido como Parque da Guarita, ocupa a ponta sul dos morros. A entrada de carro custa perto de R$ 30 por veículo na portaria, e quem chega a pé ou de bicicleta entra sem pagar.

Dentro do parque ficam a Praia da Guarita, o Morro das Furnas e a Torre Sul, com trilhas de pedra e mirantes sobre o mar. O projeto paisagístico, dos anos 1970, leva a assinatura do ambientalista José Lutzenberger e do paisagista Roberto Burle Marx.

Trilha da Praia da Cal, R$ 0. A trilha sai do alto do Morro do Farol, passa pelas falésias (paredões de rocha à beira-mar) e desce até a Praia da Cal, uma faixa curta de areia entre o Morro do Farol e o Morro das Furnas. São perto de 2 quilômetros, feitos em menos de uma hora com paradas.

No caminho, o basalto aparece em camadas, marcas dos derrames de lava que formaram a Serra Geral. Nas paredes mais baixas, o mar abriu grutas onde a onda entra e sai com estrondo.

No alto do Morro do Farol ficam o farol que dá nome ao morro e o mirante de frente para a Ilha dos Lobos. É o ponto mais procurado no fim da tarde, com o mar de um lado e a cidade do outro.

Em Torres, o parque cobra o carro, e a trilha mais bonita da cidade não cobra nada.

A sequência de camarão

Comida, R$ 480. O almoço simples na orla sai por perto de R$ 50 por pessoa. O prato mais pedido é a sequência de camarão (rodízio de pratos de camarão servidos um depois do outro), dividida pelo casal.

A sequência chega em etapas: camarão à milanesa, ao alho e óleo, bobó e risoto, com arroz e pirão. Nos restaurantes da Prainha e da beira do Rio Mampituba, a porção para dois custa perto de R$ 160.

Três dias de almoço e jantar, com uma sequência de camarão e um lanche no parque, ficam perto de R$ 480 para o casal. O café da manhã vem com a diária do hotel.

No fim da tarde, os quiosques da Praia Grande vendem milho cozido e pastel de camarão, bons para esperar o sol baixar atrás da cidade.

 
 

II  O Item Esquecido

O tíquete da orla

O item esquecido na viagem a Torres é o estacionamento da orla. Nas ruas da beira-mar, a vaga é rotativa e paga, e quem estaciona sem ativar o tíquete costuma achar a notificação de multa no para-brisa.

A cobrança funciona pela Zona Azul (estacionamento rotativo pago na rua), com aplicativo no celular ou com o fiscal da rua, que vende o cartão. O dia inteiro de vaga fica perto de R$ 30.

Três dias de praia somam R$ 90 para o casal. A garagem do hotel não resolve o gasto, porque a Praia da Cal e o pé do Morro do Farol ficam longe da maioria dos hotéis do centro.

O tíquete da Guarita e o da orla não se misturam. Dentro do parque, o carro fica no estacionamento da portaria, já pago na entrada; fora dele, cada rua da beira-mar segue a regra da Zona Azul.

Em março, a fiscalização segue nos fins de semana, mas a orla tem vaga sobrando. Em janeiro, a vaga perto da Praia Grande costuma acabar antes das 9h, e muita gente estaciona a várias quadras do mar.

Corta-vento, R$ 0. O segundo esquecido é o casaco leve. O vento nordeste, que os moradores chamam de nordestão, sopra forte na tarde de verão e levanta areia na praia aberta.

Nos morros, o vento bate de frente nas falésias. A trilha da Praia da Cal tem trechos de pedra lisa perto da borda, e o tênis com solado de borracha grossa, já usado em casa, segura melhor do que o chinelo.

Na orla de Torres, o carro paga a praia, e o tíquete esquecido vira multa.

O mar dos morros

A Praia da Cal e a Praia da Guarita têm mar mais agitado do que a Prainha, a enseada protegida perto da foz do Rio Mampituba. Em dia de bandeira vermelha, o banho fica para a Prainha.

A Prainha é a escolha das famílias com criança: água rasa, onda pequena e o molhe do rio segurando o vento. A Praia da Cal é a dos surfistas, com ondas que se formam junto às pedras.

Para ver os lobos-marinhos, os barcos que saem do Rio Mampituba fazem passeio até a Ilha dos Lobos no inverno, sem desembarque, porque a ilha é área protegida.

Na Praia Grande, a orla tem calçadão e ciclovia, e o caminho a pé do centro até o pé do Morro do Farol leva perto de 20 minutos. Quem faz o trajeto andando poupa a vaga daquele dia.

 

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III  Quanto Custa Dormir

Março contra janeiro

A diária de casal num hotel da Praia Grande sai por perto de R$ 300 em março, com café da manhã. Duas noites somam R$ 600.

Os hotéis da orla ficam a poucas quadras do Morro do Farol e dos restaurantes. O quarto é simples, com ar-condicionado e varanda em parte deles, e o café da manhã vai até as 10h.

Janeiro, R$ 1.040. O mesmo quarto cobra perto de R$ 520 a diária no auge do veraneio. Duas noites somam R$ 1.040, e muitos hotéis pedem estadia mínima de três noites nos fins de semana de alta temporada.

Com a mínima de três noites, a hospedagem de janeiro chega a R$ 1.560 para o casal, mais que o dobro das duas noites de março.

A diferença de março vem do calendário escolar. As aulas voltam em fevereiro no Rio Grande do Sul, e o veraneio esvazia depois do Carnaval, enquanto a água do mar guarda o calor do verão.

O Festival Internacional de Balonismo, que costuma acontecer entre abril e maio, faz a diária subir de novo. Março fica entre os dois picos, com a cidade calma e o mar ainda bom para banho.

Em Torres, o mesmo quarto custa R$ 520 em janeiro e R$ 300 em março, com o mar ainda quente.

A escolha do mês

Janeiro serve quem quer a cidade cheia, quiosque aberto até tarde e show na beira-mar. Março serve quem quer a trilha da Praia da Cal sem fila e a vaga da orla sem disputa.

1. Reserve o hotel de março com antecedência, porque o Carnaval tardio pode cair no mês.

2. Baixe o aplicativo da Zona Azul antes de chegar à orla.

3. Leve corta-vento e tênis de solado grosso para os morros.

4. Faça a trilha da Praia da Cal no fim da tarde, para chegar ao Morro do Farol com o sol baixo.

Três dias em Torres custam R$ 1.510 para o casal em março: R$ 270 de combustível, R$ 40 de pedágio, R$ 30 do Parque da Guarita, R$ 90 de estacionamento na orla, R$ 480 de comida e R$ 600 de duas noites com café da manhã, cotação de 15/10/2026. Em janeiro, a mesma viagem sai por perto de R$ 1.950.

Fica a pergunta  ·  até amanhã

Por que a cidade gaúcha de Torres ganhou esse nome?

 
 
Quiz da edição

Quanto custa a entrada de carro no Parque da Guarita, em Torres?

AR$ 0, pago só por quem chega a pé
BR$ 30 por veículo na portaria
CR$ 40, valor de ida e volta
DR$ 90, somados nos três dias

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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