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Taquaruçu em 2 dias, R$ 800 para o casal

A pousada no distrito, o guia da Cachoeira do Evilson, a taxa do sítio e a gasolina do circuito

Cachoeira caindo de um paredão de arenito na serra de Taquaruçu, no Tocantins.

Cachoeira na serra de Taquaruçu (TO)

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A 35 quilômetros do centro de Palmas, pela TO-030, a estrada sobe a Serra do Lajeado e para numa vila de ruas curtas, a perto de 550 metros de altitude. Da praça da igreja se vê o paredão de arenito vermelho que fecha o horizonte ao norte.

A vila é Taquaruçu, distrito de Palmas, mais velho que a própria capital. Palmas foi planejada no fim dos anos 1980, depois da criação do Tocantins; o povoado da serra já estava lá, com casas de adobe (tijolo de barro cru seco ao sol) e roças na beira do ribeirão.

A altitude muda a noite. Em Palmas, o termômetro de outubro passa dos 38 graus à tarde e quase não cede depois do pôr do sol. Na vila da serra, a madrugada pede lençol, e o café da manhã sai na varanda sem ventilador.

O que leva gente até lá são as cachoeiras. A serra tem dezenas de quedas de água espalhadas em sítios particulares, a maioria escondida no fundo de grotas (vales estreitos e fundos cavados pela água) cobertas de mata.

A Cachoeira do Evilson é uma delas. Fica dentro de uma propriedade rural, no fim de uma trilha que desce pela grota, e só se chega com guia credenciado pela prefeitura.

O roteiro desta edição é de um casal que sai de Palmas de carro num sábado de manhã, dorme uma noite na vila e volta no domingo à tarde, com preços consultados em 26/10/2026.

A época pede atenção. De maio a setembro, na seca, as trilhas ficam firmes e as quedas, mais finas. Com as primeiras chuvas de outubro e novembro, a água engrossa, e a pedra do caminho fica lisa.

A conta tem quatro linhas: a gasolina do circuito, o guia da trilha, a taxa do sítio e a noite na pousada. A primeira começa no posto da saída de Palmas.

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I  A Conta da Viagem

O tanque, o guia e a porteira

A resposta de ontem

Quem disparou contra Chico Mendes no quintal de Xapuri?

Darci Alves Pereira, filho do fazendeiro Darly Alves da Silva, confessou o disparo. Em dezembro de 1990, o júri de Xapuri condenou os dois a 19 anos de prisão, Darci como autor e Darly como mandante. Os dois fugiram da cadeia de Rio Branco em 1993 e voltaram presos em 1996.

Com as refeições, os dois dias em Taquaruçu custam R$ 800 para o casal. Gasolina, guia, taxa dos sítios, comida e uma noite na pousada formam a conta, e cada linha cobra de um jeito diferente.

Gasolina, R$ 90. A ida e a volta desde o centro de Palmas somam perto de 70 quilômetros de asfalto. O circuito das cachoeiras acrescenta outros 60, quase tudo em estrada de terra entre um sítio e outro.

São perto de 130 quilômetros no fim de semana. Um carro popular que faz 10 quilômetros por litro gasta perto de 13 litros, e o tanque cheio no posto da saída de Palmas evita depender da única bomba da vila.

A estrada de terra pede carro alto só depois de chuva forte. Na seca, um carro de passeio chega às porteiras devagar, em primeira marcha nas descidas de cascalho solto.

O guia cobrado por grupo

Guia, R$ 150. A trilha da Cachoeira do Evilson desce perto de dois quilômetros pela grota, com trechos de escada de pedra e corda nos pontos mais íngremes. A prefeitura exige guia credenciado, e o guia cobra pelo grupo, não por pessoa.

O preço do grupo vale até oito pessoas. O casal que contrata sozinho paga os R$ 150 inteiros; o casal que entra num grupo formado na associação de guias da vila divide o mesmo valor e pode pagar perto de R$ 40.

O grupo se forma na noite de sexta e na manhã de sábado, no ponto de informação da praça. Quem chega no sábado depois das 9h encontra os grupos já saídos e acaba pagando o guia sozinho.

Em Taquaruçu, o guia custa o mesmo para dois ou para oito.

A porteira do sítio

Taxas, R$ 80. A cachoeira fica em terra particular, e o dono cobra na porteira. No sítio do Evilson, a taxa custa perto de R$ 20 por pessoa e paga a manutenção da trilha, das escadas e do banheiro seco na entrada.

No domingo, o casal visita a Cachoeira da Roncadeira, outra queda alta da serra, em outro sítio, com a mesma taxa de perto de R$ 20 por pessoa. A trilha dela é curta e dispensa guia.

Comida, R$ 200. O almoço de sábado e o de domingo saem nos restaurantes da vila, em prato feito com galinha caipira, arroz, feijão tropeiro e pequi, o fruto amarelo do cerrado de cheiro forte, a perto de R$ 50 por pessoa.

A soma fecha a conta das cachoeiras: R$ 90 de gasolina, R$ 150 de guia e R$ 80 de porteira levam o casal a duas quedas em dois dias.

 
 

II  O Item Esquecido

A sapatilha de água

O item esquecido em Taquaruçu é o calçado de água. O casal leva tênis de caminhada, que segura bem a trilha seca, e descobre no fundo da grota que o caminho atravessa o ribeirão.

Na trilha do Evilson, a água cruza o caminho em mais de um ponto. A pedra do leito é lisa de limo, e o tênis molhado pesa, escorrega e volta para o carro encharcado.

Sapatilha, perto de R$ 70. A sapatilha de neoprene (a borracha esponjosa das roupas de mergulho), com sola de borracha, segura o pé na pedra molhada e seca no sol em meia hora. Comprada em casa, custa perto de R$ 70.

Na vila não há loja de esporte. O casal que esquece a sapatilha atravessa o ribeirão de chinelo, que solta do pé na correnteza, ou de pé descalço, que corta na pedra.

A bolsa estanque

O segundo esquecido fica nas costas. O guia pede as mãos livres na descida da corda, e a mochila vai junto até o poço, onde a água da queda espirra em tudo.

Uma bolsa estanque (saco de lona plastificada que fecha enrolando a boca e não deixa a água entrar), de perto de R$ 50, guarda o celular, a chave do carro e os documentos. Sem ela, o celular viaja dentro de um saco plástico de mercado, que rasga na pedra.

O repelente da mutuca

O terceiro é o repelente certo. Na grota, a mutuca (mosca grande de picada dolorida, comum na beira de rio do cerrado) aparece nas horas quentes, e o repelente comum de pernilongo segura pouco.

O guia recomenda roupa clara e repelente com icaridina (o princípio ativo de repelente que dura mais tempo na pele), passado antes da descida e de novo depois do banho no poço.

Na grota, o tênis fica no carro e a sapatilha atravessa o ribeirão.

Somados, a sapatilha, a bolsa estanque e o repelente cabem numa mochila pequena e custam perto de R$ 150 em casa. Esquecidos, deixam o casal com o pé cortado, o celular molhado e a tarde cortada pela metade.

 

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III  Quanto Custa Dormir

A varanda fria da serra

Uma noite numa pousada de Taquaruçu custa perto de R$ 280 para o casal. As pousadas simples ficam a poucas quadras da praça, com quarto de casal, café da manhã e varanda de frente para a serra.

O café chega com bolo de mandioca, cuscuz, ovo caipira, queijo da roça e doce de buriti, a fruta da palmeira das veredas. Ele segura o casal até o almoço depois da trilha, e a manhã começa sem gasto em padaria.

A pousada fica a perto de cinco minutos de carro do ponto de saída dos guias. O casal acorda às 7h e está na praça antes das 8h, quando os grupos fecham.

Vila ou capital

Um hotel de categoria parecida no centro de Palmas cobra perto de R$ 320 pela diária do casal, com café da manhã. A diferença parece pequena, R$ 40 a favor da vila.

A conta muda quando entra a estrada. Quem dorme na capital faz o trecho de 35 quilômetros duas vezes a mais, e a gasolina do fim de semana sobe perto de R$ 50.

E muda de novo no relógio. Quem sai de Palmas às 7h chega à praça perto das 7h45, com o grupo do dia quase fechado, e na volta enfrenta a serra no escuro, depois do jantar.

Dormindo na vila, o casal economiza perto de R$ 90 somando diária e gasolina, ganha uma hora de sono e janta a pé, na praça, sem estrada depois.

Em Taquaruçu, a pousada da vila paga a diária e devolve a manhã.

A ordem dos dois dias

1. Encha o tanque no posto da saída de Palmas, antes da TO-030.

2. Chegue à praça da vila até as 8h do sábado, para entrar num grupo.

3. Faça a Cachoeira do Evilson no sábado e a Roncadeira no domingo.

4. Leve R$ 100 em espécie para as porteiras, onde o sinal do celular falha.

Dois dias em Taquaruçu custam R$ 800 para o casal: R$ 90 de gasolina do circuito, R$ 150 de guia na trilha do Evilson, R$ 80 de taxa nos dois sítios, R$ 200 de almoço na vila e R$ 280 de uma noite na pousada com café da manhã, sem o jantar, cotação de 26/10/2026.

Fica a pergunta  ·  até amanhã

De onde vem o nome Taquaruçu, herdado pelo distrito do ribeirão que corta a vila?

 
 
Quiz da edição

Na trilha da Cachoeira do Evilson, até quantas pessoas vale o preço fixo de R$ 150 cobrado do guia?

A4 pessoas
B6 pessoas
C8 pessoas
D10 pessoas

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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆◆28293031

Dia 4 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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