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Com o almoço no seringal, os dois dias custam R$ 890 para o casal. Ônibus, frete até o seringal, a noite na pousada e o almoço na comunidade formam a conta, e cada linha cobra de um jeito.
Ônibus, R$ 240. As linhas para Xapuri saem da Rodoviária Internacional de Rio Branco algumas vezes por dia. A viagem leva perto de três horas e meia pela BR-317, e a passagem custa perto de R$ 60 por pessoa em cada trecho.
O casal compra ida e volta no guichê, em Rio Branco. São poucas saídas por dia, e o ônibus de domingo à tarde chega cheio de gente que volta para a capital depois do fim de semana com a família.
A estrada passa por Senador Guiomard e Capixaba. No caminho, o pasto toma o lugar da mata, e no meio do capim aparecem castanheiras sozinhas, altas, sem nenhuma árvore em volta.
A castanheira tem corte proibido por lei federal desde 2006. O fazendeiro derrubou a floresta e foi obrigado a deixar a castanheira de pé, e a árvore ficou exposta ao sol e ao vento, longe dos animais que espalham a semente.
A visita guiada
O ônibus para perto do centro, e a casa de Chico Mendes fica a poucas quadras dali. A visita é guiada por moradores da cidade, que contam a história cômodo por cômodo, e não cobra ingresso.
Os móveis são os da família: a cama, a mesa da cozinha, os retratos na parede. O guia termina o percurso na porta da cozinha, de frente para o quintal onde Chico Mendes levou o tiro.
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Em Xapuri, a visita mais cara do roteiro é a que não cobra ingresso.
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O carro fretado
Frete, R$ 250. O ônibus não entra no ramal do Seringal Cachoeira. O casal combina um carro com motorista no centro, que leva, espera a manhã inteira e traz de volta, por perto de R$ 250 o dia.
São perto de 30 quilômetros, metade em asfalto e metade em terra batida. Na seca, o trecho de terra leva perto de uma hora; o motorista conhece as pontes de madeira e os buracos do caminho.
No seringal, um morador da comunidade guia a caminhada pela estrada de seringa, a trilha em laço que liga as seringueiras de um mesmo cortador. Ele mostra o talho na casca, a tigelinha que recolhe o látex e o defumador onde a seiva vira borracha.
Almoço na comunidade, R$ 200. O almoço servido na comunidade custa perto de R$ 100 por pessoa, com guia incluído. Galinha caipira, arroz, feijão, farinha e suco de fruta da mata chegam à mesa num barracão de madeira.
O frete pesa na conta, mas paga a manhã sem pressa. Quem tenta economizar e pega carona com moradores fica sem hora de volta e pode perder o ônibus de domingo.
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